Tempo se estrutura como um corpo que registra passagem, ritmo e permanência.

A composição vertical, construída pela repetição dos búzios e pelo peso simbólico da madeira entalhada, evoca ciclos, ancestralidade e continuidade.

Os búzios, suspensos como um fluxo que nunca cessa, remetem às marés, à circularidade do tempo e aos processos de consulta e leitura espiritual presentes em diferentes cosmologias afro-diaspóricas.

A palha e a madeira, materiais que carregam memória e organicidade, fortalecem o caráter ritual da obra, que se coloca como um eixo de silêncio e observação.

Tempo convoca o espectador a perceber a duração — não como cronologia, mas como vibração, gesto e presença.

É uma escultura que existe entre o antes e o depois, afirmando que o tempo ancestral continua a pulsar no agora.

Título: Tempo

Dimensões: 80× 28× 28cm

Ano: 2025

Materiais: Ferro, Madeira, Búzios, Palha

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Sopro Ancestral