Matriz

Título: Matriz

Dimensões: 70 X 32 X 15

Peso: 10,30 Kg

Ano: 2026

Materiais: Bronze,Ferro, Madeira

Depois de desenvolver trabalhos com diversos tipos de materiais, orgânicos e perecíveis, seu interesse se concentrou-se na fundição de metais, na queima cerâmica e no esculpir madeira. Processos de onde ele explorou a linguagem  mais contemporânea de seu trabalho.

Esta escultura faz parte de uma pesquisa que investiga como sistemas de pensamento afro-diaspóricos permanecem vivos através da matéria. O artista se interessa por compreender de que maneira objetos, práticas e símbolos continuam transmitindo princípios que atravessam gerações, mesmo quando seus contextos originais se transformam.

Sobre esta escultura

Nesta obra, proponho um percurso de leitura vertical. A composição convida o olhar a subir lentamente, acompanhando um processo de elaboração de um princípio. Não penso essa leitura  como uma narrativa linear, mas como um ciclo em que a matéria acolhe, transforma e transmite um conhecimento.

A cabaça

A pesquisa nasce da analogia entre a cabaça e o útero. Ambos compartilham a capacidade de acolher, proteger e permitir que algo amadureça antes de ser transmitido. Essa aproximação não busca afirmar uma equivalência simbólica, mas investigar uma função comum: a de recipiente de transformação.

A esfera de madeira

No centro da composição, a esfera de madeira funciona como um núcleo. Ela interrompe a verticalidade para criar um momento de condensação. É o ponto em que a matéria deixa de ser apenas suporte e passa a sugerir o amadurecimento de um princípio antes de sua projeção para o alto.

Simbolo:Adinkra

No topo, o Adinkra não encerra a leitura. Ele condensa o percurso realizado pela escultura. Os princípios escolhidos foram Aspiração e Constância , sintetizam duas condições necessárias para que um sistema de pensamento permaneça vivo: a capacidade de projetar um futuro orientado por valores e a prática contínua que permite que esses valores atravessem o tempo.

Adinkra (Di nkra) significa partir em paz . Refletindo sua conexão com a morte mas também com a continuidade da vida e a ancestralidade, um lembrete que os ensinamentos dos antepassados continuam vivos.